Postagens populares

20 de ago de 2011

França no Século XIX


Após Napoleão Bonaparte deixar definitivamente a política francesa (após a derrota em Watterloo e o posterior exílio na ilha de Santa Helena), a Europa precisava reorganizar o continente. Tivemos então, a continuidade dos trabalhos no Congresso de Viena, que havia sido interrompido pelo Governo dos Cem Dias de Napoleão, onde tomou-se dois caminhos, um deles a reorganização do mapa europeu, desfazer as conquistas napoleônicas e outro, restaurar os antigos governo. Esse ultimo, certamente trouxe consequências sérias para a política européia sobretudo na França, onde retornaram ao poder os Bourbons.
Luis XVIII(1815-1824) assume o poder seguido de Carlos X (1824-1830) e seus governos foram marcados por retrocessos absolutistas, reflexos do Congresso de Viena e suas idéias conservadoras. Uma nova constituição foi feita e dessa forma instituía-se um governo fortemente elitista. Com Carlos X não foi diferente, tivemos uma completa restauração absolutista com apoio nos ultra-realistas, nobreza e clero. No entanto, o povo francês, liderado por Luis Felipe de Orleans proporcionou uma experiência interessante de luta contra o conservadorismo, as Jornadas Gloriosas, revoluções de 1830 que levaram ao fim o governo de Carlos X.
Luis Felipe assume o poder, ficando conhecido como o "Rei Burguês", governou de 1830 a 1848. Tivemos uma reforma na constituição mas manteve o voto censitário, instituido com Luis XVIII, privilegiando, lógicamente a burguesia e excluindo o povo do jogo político. Luis Felipe passa a ter um governo voltado para a burguesia, aqueles que o auxiliaram a chegar ao poder, republicanos, bonapartistas, socialistas, enfim, foram deixados de lado.
Logo estouram movimentos contra essa situação, foram revoluções que levaram ao fim do governo de Luis Felipe. Elas ficaram conhecidas como: Primavera dos Povos. Esse nome se deve ao fato de que esses movimentos não ficaram restritos à França, se espalharam e estimularam a eclosão de revoltas em outras regiões.
As várias facções que participaram da Revolução de 1848 organizaram um governo provisório na França que teve como responsabilidade a criação de uma República na França 1848 a 1852 (chamada II República, a I foi na Revolução Francesa). Nas eleições realizadas, Luis Bonaparte obteve vitória. Em 1851 Luis Bonaparte, que era sobrinho de Napoleão, fecha o parlamento e se torna ditador. Em 1852 foi realizado um plebiscito, onde a população decidiu sobre a criação de um novo império. Luis Bonaparte foi coroado como Napoleão III, era o início do II Império Francês que durou de 1852 a 1870.
No II império Francês o que se destaca é a sua política externa, afinal de contas foram muitos conflitos travado. Guerra da Criméia (1854-1856), intervenção no México (1862-1867), apoiou a independência da Moldávia e da Valáquia, apoiou os piemonteses na unificação italiana, no entanto na defesa de Roma se voltou contra os unificadores.
Mas a principal guerra que o II Império Francês participou foi a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) onde, na Batalha de Sedan (18171) Napoleão III foi feito prisioneiro. Assim chegou ao fim o II Império Francês, um momento marcado por guerras, mas também marcado por avanços culturais, afinal de contas, Paris se transforma na conhecida "Cidade Luz" exatamente nesse momento. Uma cidade onde eram realizadas feiras mundiais de tecnologia e inovações, muitas delas frutos da II Revolução Industrial.
Passado o II Império Francês, a França ingressa em uma nova república, a III República Francesa que durou até 1940, quando ocorreu a invasão nazista naquele país. No que diz respeito a história da III República, um dos assuntos mais pertinentes foi a Comuna de Paris, que assim como a Guerra Franco-Prussiana, abordarei em uma postagem posterior.

8 comentários:

Elaine disse...

Olá Carlos! tava aqui em meios a muitos livros como o 18 Brumário, lendo blogs sobre o séc. XIX, Rev.Francesa, etc, tudo para elaborar 2 aulas: uma para um curso de terceira idade (disc. antrop.) e outra para o estágio de licenciatura do curso de ciências sociais. Ambas aulas é sobre o envelhecimento, minha temática de estudo. Enfim ... tudo isso pra dizer que seja qual for o assunto tratado, tem que buscar a história. Como desvincular o envelhecimento da história política de criação de velhice, terceira idade, etc. Obrigada pelo blog! fechei as aulas, ufa!

Unknown disse...

Olá, Professor! Meu nome é Marcelo, curso Biologia na UFRJ/CEDERJ e estou terminando minha monografia, que é sobre ocupação desordenada/explosão demográfica e suas consequências. Uma delas é o desconhecimento da História local pelas novas gerações. Gostaria de citar a frase do seu blog "A História é a ciência do dia a dia...", por isso além de sua permissão, gostaria de pedir também seu título acadêmico para citá-lo devidamente no meu trabalho. Meu e-mail é mwsgarcia@yahoo.com.br

Desde já agradeço pela atenção,
Marcelo Garcia.

Unknown disse...

Olá, Professor! Meu nome é Marcelo, curso Biologia na UFRJ/CEDERJ e estou terminando minha monografia, que é sobre ocupação desordenada/explosão demográfica e suas consequências. Uma delas é o desconhecimento da História local pelas novas gerações. Gostaria de citar a frase do seu blog "A História é a ciência do dia a dia...", por isso além de sua permissão, gostaria de pedir também seu título acadêmico para citá-lo devidamente no meu trabalho. Meu e-mail é mwsgarcia@yahoo.com.br

Desde já agradeço pela atenção,
Marcelo Garcia.

BelleOliveira disse...

Muito bom o seu resumão. Muito obrigada professor

BelleOliveira disse...

Muito bom o seu resumão. Muito obrigada professor

BelleOliveira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gustavo Valente disse...

Muito bom seu resumao. Muito obrigado professor

Gustavo Valente disse...

Muito bom seu resumao. Muito obrigado professor kkkk