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20 de ago. de 2011

França no Século XIX


Após Napoleão Bonaparte deixar definitivamente a política francesa (após a derrota em Watterloo e o posterior exílio na ilha de Santa Helena), a Europa precisava reorganizar o continente. Tivemos então, a continuidade dos trabalhos no Congresso de Viena, que havia sido interrompido pelo Governo dos Cem Dias de Napoleão, onde tomou-se dois caminhos, um deles a reorganização do mapa europeu, desfazer as conquistas napoleônicas e outro, restaurar os antigos governo. Esse ultimo, certamente trouxe consequências sérias para a política européia sobretudo na França, onde retornaram ao poder os Bourbons.
Luis XVIII(1815-1824) assume o poder seguido de Carlos X (1824-1830) e seus governos foram marcados por retrocessos absolutistas, reflexos do Congresso de Viena e suas idéias conservadoras. Uma nova constituição foi feita e dessa forma instituía-se um governo fortemente elitista. Com Carlos X não foi diferente, tivemos uma completa restauração absolutista com apoio nos ultra-realistas, nobreza e clero. No entanto, o povo francês, liderado por Luis Felipe de Orleans proporcionou uma experiência interessante de luta contra o conservadorismo, as Jornadas Gloriosas, revoluções de 1830 que levaram ao fim o governo de Carlos X.
Luis Felipe assume o poder, ficando conhecido como o "Rei Burguês", governou de 1830 a 1848. Tivemos uma reforma na constituição mas manteve o voto censitário, instituido com Luis XVIII, privilegiando, lógicamente a burguesia e excluindo o povo do jogo político. Luis Felipe passa a ter um governo voltado para a burguesia, aqueles que o auxiliaram a chegar ao poder, republicanos, bonapartistas, socialistas, enfim, foram deixados de lado.
Logo estouram movimentos contra essa situação, foram revoluções que levaram ao fim do governo de Luis Felipe. Elas ficaram conhecidas como: Primavera dos Povos. Esse nome se deve ao fato de que esses movimentos não ficaram restritos à França, se espalharam e estimularam a eclosão de revoltas em outras regiões.
As várias facções que participaram da Revolução de 1848 organizaram um governo provisório na França que teve como responsabilidade a criação de uma República na França 1848 a 1852 (chamada II República, a I foi na Revolução Francesa). Nas eleições realizadas, Luis Bonaparte obteve vitória. Em 1851 Luis Bonaparte, que era sobrinho de Napoleão, fecha o parlamento e se torna ditador. Em 1852 foi realizado um plebiscito, onde a população decidiu sobre a criação de um novo império. Luis Bonaparte foi coroado como Napoleão III, era o início do II Império Francês que durou de 1852 a 1870.
No II império Francês o que se destaca é a sua política externa, afinal de contas foram muitos conflitos travado. Guerra da Criméia (1854-1856), intervenção no México (1862-1867), apoiou a independência da Moldávia e da Valáquia, apoiou os piemonteses na unificação italiana, no entanto na defesa de Roma se voltou contra os unificadores.
Mas a principal guerra que o II Império Francês participou foi a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871) onde, na Batalha de Sedan (18171) Napoleão III foi feito prisioneiro. Assim chegou ao fim o II Império Francês, um momento marcado por guerras, mas também marcado por avanços culturais, afinal de contas, Paris se transforma na conhecida "Cidade Luz" exatamente nesse momento. Uma cidade onde eram realizadas feiras mundiais de tecnologia e inovações, muitas delas frutos da II Revolução Industrial.
Passado o II Império Francês, a França ingressa em uma nova república, a III República Francesa que durou até 1940, quando ocorreu a invasão nazista naquele país. No que diz respeito a história da III República, um dos assuntos mais pertinentes foi a Comuna de Paris, que assim como a Guerra Franco-Prussiana, abordarei em uma postagem posterior.

28 de jun. de 2011

Resumo de DVD: The Corporation
Documentário Premiado

por Giuseppe Regina

As corporações eram insignificantes 150 anos atrás, todavia, hoje, elas são onipresentes e dominantes no cenário mundial. Interferem na política, cultura, economia e destinos de quase todos os países. O filme The Corporation mostra a natureza, a evolução, o impacto e o prognóstico do futuro das corporações. No início, as empresas eram personificadas pelos seus donos, que eram responsabilizados por qualquer erro cometido no âmbito de suas atividades. Entretanto, no fim do século XIX, as corporações tiraram vantagem da 14ª emenda da Constituição Americana, permitindo assim que as corporações se tornassem pessoas jurídicas com limitada responsabilidade recaindo sobre os donos das mesmas. Portanto, as corporações passaram a se servir como escudos para que seus donos e gestores tomassem decisões sem terem que prestar contas, até que eclodisse a crise de confiança que abalou algumas grandes corporações ao redor do mundo, como por exemplo, a ERON, WORLDCOM, PARMALAT e etc.

O documentário afirma que as corporações se vangloriam que estão sempre criando produtos que melhoram a vidas das pessoas e por isto preenchem seu objetivo de “responsabilidade social”, mas na verdade o único objetivo de uma corporação é maximizar a riqueza dos seus acionistas, e por isto produzem lucros crescentes ao longo do tempo. Para atingir este objetivo, as corporações externalizam custos que não estão diretamente ligados a sua produção ou seu ambiente interno. Por exemplo, as montadoras de automóveis produzem milhares de carros anualmente, porém não são responsáveis por construir estradas ou alargar as existentes para evitar congestionamentos. O Estado é quem é o responsável por resolver tal impasse. Entretanto, estas mesmas corporações que diziam que melhoravam a vida das pessoas, tinham dificuldades de lidar com a qualidade de vida de seus funcionários. As corporações tomavam decisões objetivando pagar salários mais baixos, e quando isto não era possível, transferiam sua produção para países com mão de obra barata, permanecendo nestes países até quando a mão de obra ficar caro, partindo então para outro país com mão de obra barata e assim sucessivamente. Inclusive, muitas corporações já utilizaram mão de obra infantil por causa do seu baixo custo.

Segundo o filme, as Corporações também tomavam de decisões que acarretava danos à saúde do ser humano ao longo do tempo. Foi a partir de 1940, que novos produtos químicos foram criados que se caracterizavam pelo baixo custo e fornecimento ilimitado. Por exemplo, foi criado o pesticida DDT que foi largamente utilizado na agricultura e na desinfecção de pessoas e lugares. Porém, depois de vários estudos ao longo do tempo, verificou-se que o pesticida DDT e outros produtos químicos causavam problemas para a saúde do ser humano e até mesmo a morte. Muitas das corporações que desenvolveram tais produtos químicos, tentaram reduzir os risco deste produtos para a saúde do ser humano, e divulgavam que tinham conseguido tal proeza, porém a maioria das corporações sabiam que ainda assim seus produtos causavam danos a saúde das pessoas que utilizavam direta ou indiretamente seus produtos.

Não só as corporações criavam produtos que faziam mal ao ser humano, mas também se descuidavam dos animais. Elas se utilizavam de animais para testar seus novos produtos, e alguns destes produtos eram aprovados para utilização ou consumo pelos seres humanos, apesar das corporações terem conhecimento de riscos a saúde do animal e um risco potencial para intoxicar seres humanos. Um exemplo disto, foi a vacina desenvolvida pela Monsato para aumentar a produção de leite nas vacas do sul dos EUA. Apesar da empresa saber que a vacina trazia riscos para as vacas, ela omitiu este fato para os produtores e os consumidores. Consequentemente, os produtores precisavam administrar antibióticos nas vacas para que as mesmas não desenvolvessem infecções e, por conseguinte, as pessoas consumiam o antibiótico indiretamente ao beber o leite.

As corporações também afetavam negativamente o meio ambiente, denuncia o documentário. As mesmas extraem recursos da natureza, processa-os em forma de produtos e devolve para a natureza em forma de dejetos industriais, além do lixo produzido pelos consumidores destes produtos. O sistema de suporte a vida do planeta está morrendo pouco a pouco, o efeito estufa é um exemplo disto. As corporações não estão se esforçando para mudar este quadro de tragédia ambiental. Por exemplo, os EUA, por solicitação de suas corporações, não assinaram o Protocolo de Kyoto, que prevê a redução de emissão de gases tóxicos na atmosfera, e este é um problema que será deixado para as futuras gerações resolverem. As corporações sempre calculam o custo/benefício para tomar qualquer decisão, neste caso é mais barato pagar multas ou acordos do que o custo de mudar processos e/ou desenvolver novas tecnologias para prevenir esta situação.

Em determinado momento, o documentário expõe o que ele chama de “Princípios Monstruosos”, comentado que a corporação é uma instituição que segue princípios errados do ponto de vista moral e ético. Entretanto, o mesmo afirma que as corporações são formadas por profissionais que tem elevada noção de moral e ética, e por que eles não conseguem mudar esta cultura das corporações? A resposta é que estes profissionais temem serem demitidos. Portanto, estes profissionais têm que continuar a fazer o que é moralmente errado, se quiser continuar a trabalhar em determinada corporação. Um exemplo chocante foi o relato de um broker que afirma que “existem oportunidades na devastação” se referindo ao ataque de 11 de setembro às torres gêmeas, e assim que soube do acontecimento perguntou “como está nossa posição de ouro?”. Isto é conseqüência dos “Princípios Monstruosos” que obriga aos profissionais produzirem lucros crescentes a qualquer custo.

Entretanto, esta busca por lucros crescentes não está restrita só aos profissionais das corporações e seus donos majoritários. Com a pulverização das bolsas de valores muitas pessoas de moral e ética exemplares são donos de pequenas porções destas corporações, e todos elas querem que valor das ações cresçam e que a corporações paguem dividendos dos seus lucros. Será que os pequenos investidores vão exigir mudanças na forma das corporações fazerem negócios? Existe lucro moral? As aposentadorias privadas estão calcadas neste cenário, quem vai querer por em risco sua aposentadoria privada? Este é um paradoxo que o mundo capitalista terá que resolver. Em outra vertente, as corporações estão patenteando genes humanos, filtram informações do público, influenciam governos e insuflam guerras entre outros pecados da moral e da ética. Como lidar com estes todos estes desvios de condutas se as economias precisam dos empregos ofertados pelas mesmas e os governos precisam recolher impostos para aplicar em políticas públicas?

Em resumo, as corporações são monstruosas em sua essência para poder atingir seus objetivos de gerar riqueza a seus acionistas (tanto os majoritários como os minoritários). Além disso, as corporações vivem em um ambiente hostil a sua existência e travando disputas jurídicas de toda sorte, porque faz mal aos seres humanos, aos animais, ao meio ambiente e não é condescendente com seus empregados. Claro que as corporações são monstruosas, porém existe um relacionamento simbiótico entre a sociedade, o Estado e as corporações que nunca deixará de existir, pois cada um depende do outro para existir. Portanto, deve haver limites para as corporações e estes limites têm que ser impostos pelo mercado, através da bolsa de valores, e pela sociedade, através do consumo consciente.

fonte: http://cristovaopereira.blogspot.com/2007/02/resumo-de-dvd-corporation.html

11 de jun. de 2011

twitter

Agora estou no twitter haeuhaeua ainda aprendendo.
Qualquer coisa segue lá
@CarlosGlufke

falou!!

30 de ago. de 2010

Germinal

Um aluno do Totem acho o link para download e também no youtube para quem não baixar, então ae vai ;)

O filme germinal caracteriza perfeitamente o processo de produção do trabalho do modelo capitalista, a expansão do chamado capital, mostrando assim de uma forma bem clara os opostos entre as necessidades humanas e as materiais. O filme se passa na França do século XIX e transmite muito bem aquele determinado momento histórico e seu contexto social, econômico e político e é claro cultural e para obtermos uma análise satisfatória se torna necessário o conhecimento dos antecedentes da revolução industrial presentes nele.
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Bom ele tem na internet somente legendado, (se alguem achar dublado coloque aqui), vai abaixo link para download do filme legendado:
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http://www.megaupload.com/?d=Q8F3EZ3D
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Para quem não quer baixar, vai abaixo link do filme no youtube(legendado):
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Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=8Hy1B72A94o
Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=gI8AxnpoI-Q
Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=e7q66C6cFmM
Parte 4: http://www.youtube.com/watch?v=Pd0L8AA7fKw
Parte 5: http://www.youtube.com/watch?v=oBhnQmys0q4
Parte 6: http://www.youtube.com/watch?v=ttQIZQQGy2U
Parte 7: http://www.youtube.com/watch?v=ajvVeumPTIU
Parte 8: http://www.youtube.com/watch?v=wBwQ4EYwMY4
Parte 9: http://www.youtube.com/watch?v=TOnU9Z2EtNE
Parte 10: http://www.youtube.com/watch?v=1xXdQ4a7h3U
Parte 11: http://www.youtube.com/watch?v=COMNYvvxb-Y
Parte 12: http://www.youtube.com/watch?v=DyYrWXkAJao
Parte 13: http://www.youtube.com/watch?v=zq8tsWCww68
Parte 14: http://www.youtube.com/watch?v=hZC0QheefHk
Parte 15: http://www.youtube.com/watch?v=7dJBkKhmxj4

19 de jul. de 2010

O Poder Maior

Quando se fala de Absolutismo, sempre vem em nossa cabeça reis como Henrique VIII, Elizabeth I e lógico Luis XIV. No entanto a maioria dos manuais esquecem de colocar nessa lista alguns monarcas espanhois como Carlos V e Felipe II.
Poder absoluto...é complicado para nós, inseridos em um governo representativo entendermos como realmente funcionava esse tipo de Estado. Claro que nos nossos manuais recebemos a idéia de que esses monarcas controlavam absolutamente tudo em seus estados, política, economia, sociedade, religião. No entento, será realmente absoluto o poder desses monarcas? Será que as pontas de seus dedos alcançavam todos os rincões dos seus impérios coloniais? Muito difícil.
Um exemplo mais ilustrativo, no meu entendimento é o caso espanhol. Um império gigantesco na América onde toneladas e toneladas de metais preciosos eram retirados as custas do sangue, suor e almas de milhões de índios. Uma riqueza impressionante inclusive para os padrões atuais que ao final das contas se esvaiu pelos bolsos furados da coroa e sua política mercantilista estúpida.
Carlos V foi um dos mais poderosos monarcas espanhóis, estava a frente de literalmente meio mundo, ao longo do seu governo a fortuna espanhola, com os metais do novo mundo aumentou cerca de nove vezes e meia. Espanha saltou de 1.246.124 para 11.838.637 maravedis em metal precioso importado da América.
No entanto, mesmo com uma grande riqueza, Carlos V precisou do auxílio de uma família de banqueiros. Como disse Leo Huberman em A História da Riqueza do Homem (ZAHAR EDITORES, 15ª Ed., pg. 102):
“Foi um pequeno banqueiro alemão, Jacob Fugger, chefe da grande casa bancaria de Fugger, quem decidiu a questão de a quem caberia usar a coroa do Sagrado Império Romano: se Carlos V da Espanha ou Francisco I da França. A coroa custou a Carlos 850 mil florins, dos quais 543 mil foram emprestados por Fugger, Podemos fazer uma idéia do quanto era influente Jacob Fugger, o homem por trás dos bastidores, pelo tom de uma carta que escreveu a Carlos quando esta atrasou o pagamento da dívida. E apenas devido ao tremendo poderque lhe provinha de sua fortuna, teve Fugger a audácia de escrever tal carta: … “Além disso, adiantamos aos emissários de Vossa Majestade uma grande quantia, parte da qual nós mesmos tivemos que levantar, através de amigos. É bem sabido que Vossa Majestade Imperial não teria obtido a coroa do Império Romano sem a minha ajuda, e posso prová-lo com documentos que me foram entregues pelas próprias mãos dos enviados de Vossa Majestade. Neste negócio não dei importância à questão de meus próprios lucros. Porque, tivesse eu deixado a Casa da Áustria e me decidido em favor da França, muitos mais teria obtido em dinheiro e propriedades, tal como, então, me ofereceram. Quão graves desvantagens teriam, nesse caso, resultado para Vossa Majestade e a Casada Áustria, bem o sabe Vossa Real Inteligência.”
Bom, realmente o nosso Jacob Fugger é um homem de fibra, indignado com a falta de Carlos V. De acordo com o autor, o capital dos Fuggers em meados do século XVI era de cerca de 5 milhões de florins, certamente uma quantidade de recursos muito maior do que a de muitos países, cidades livres e príncipes da época. A casa bancária dos Fuggers não era a única existente. Outras tantas existiam e quase tão grandes. Temos o exemplo da Welser que assim como os Fuggers, emprestou recursos para Carlos V com 143 mil florins.
Nesse momento de transição do feudalismo para o capitalismo percebemos o surgimento de uma nova forma de riqueza, não estática, imóvel, mas muito pelo contrário, móvel que pode ser aplicada nas mais variadas atividades, o dinheiro. E pelo que se pode notar, essa nova força, é mais poderosa que os nossos todos-poderosos reis absolutistas.

Lista de filmes

Após muito tempo sem postar (perdi a senha haueheah) estamos de volta, e o mais importante com um ar renovado. Então vai uma lista de filmes muito, mas muito boa. Bons estudos :D

PRÉ-HISTÓRIA
1. A GUERRA DO FOGO (Evolução do Homem).
2. 10.000 a.C. (Evolução do Homem).
MUNDO ANTIGO
1. GLADIADOR (Roma na época imperial).
2. TRÓIA (A Guerra de Tróia, com base em Homero).
3. ALEXANDRE, O GRANDE (Expansão macedônica na fase helenística).
4. A PAIXÃO DE CRISTO (Palestina sob domínio romano).
5. SPARTACUS (Revolta dos escravos na transição republicana de Roma).
6. 300 (Batalha das Termópilas, opondo gregos e persas).
7. O PRÍCIPE DO EGITO (Êxodo hebraico).
8. ASTERIX E OBELIX (Resistência gaulesa à invasão romana).
9. OS 10 MANDAMENTOS (História hebraica).
MUNDO FEUDAL
1. O NOME DA ROSA (Igreja, cultura e inquisição na Idade Média).
2. CORAÇÃO VALENTE (Luta pela independência da Escócia).
3. JOANA D ‘ ARC (Nacionalismo francês na Guerra dos Cem Anos).
4. CRUZADA (Cristandade européia x muçulmanos).
5. ROBIN HOOD, O PRÍNCIPE DOS LADRÕES (Inglaterra na ausência de Ricardo Coração de Leão).
6. ÁTILA, O HUNO (Invasões germanas no Império Romano).
7. ARN, O CAVALEIRO TEMPLÁRIO (Cruzadas).
MUNDO MODERNO
1. ELIZABETH (Absolutismo inglês).
2. ELIZABETH, A ERA DE OURO (Bastidores do reino elizabetano).
3. LUTERO (Reforma religiosa na Alemanha).
4. SHAKESPEARE APAIXONADO (Inglaterra renascentista).
5. OS MISERÁVEIS (França na época da Revolução Industrial e Francesa).
6. DANTON, O PROCESSO DA REVOLUÇÃO (França no terror jacobino).
7. O MERCADOR DE VENEZA (Aspectos da usura).
8. O NOVO MUNDO (Pioneiros na colonização dos EUA).
9. APOCALYPTO (Povos pré-colombianos).
10. 1492, A CONQUISTA DO PARAÍSO (Viagem de Colombo).
11. TEMPOS MODERNOS (Revolução Industrial).
12. O PATRIOTA (Independência dos EUA).
13. MESTRE DOS MARES (Combates navais na Era Napoleônica).
14. AS BRUXAS DE SALEM (Colonização e inquisição nos EUA).
15. O LIBERTINO (Revoluções Inglesas).
16. A OUTRA (Reforma Anglicana).
17. O CONDE DE MONTE CRISTO (Era Napoleônica).
18. AS SOMBRAS DE GOYA (A inquisição na França pré-1789).
19. PERFUME (A França e a Inquisição no século XVIII).

MUNDO CONTEMPORÂNEO
1. DANÇA COM LOBOS (Expansão para o oeste nos EUA).
2. GANGUES DE NOVA IORQUE (imigração nos EUA do século XIX).
3. HONRA E CORAGEM (Imperialismo na África).
4. APOCALIPSE NOW (Guerra do Vietnã).
5. PLATOON (Guerra do Vietnã).
6. NASCIDO A 4 DE JULHO (Guerra do Vietnã).
7. BOM DIA VIETNÃ (Guerra do Vietnã).
8. A LISTA DE SCHINDLER (II Guerra / Holocausto).
9. O PIANISTA (II Guerra / Gueto de Varsóvia).
10. A VIDA É BELA (II Guerra / Holocausto).
11. CÍRCULO DE FOGO (II Guerra / Batalha de Stalingrado).
12. A QUEDA (II Guerra / últimas horas de Hitler).
13. OPERAÇÃO VALQUÍRIA (II Guerra / atentado contra Hitler).
14. VISÕES (Ditadura militar Argentina).
15. O JARDINEIRO FIEL (África atual).
16. HOTEL RUANDA (Conflitos tribais na África atual).
17. DIAMANTE DE SANGUE (África atual).
18. O ÚLTIMO SAMURAI (Era das Luzes, no Japão do século XIX).
19. DIÁRIOS DE MOTOCICLETA (Guevara antes da revolução de 1959).
20. CHE (Revolução Cubana).
21. CIDADE PERDIDA (Revolução Cubana).
22. FIDEL (Trajetória de Fidel Castro).
23. O GRANDE DITADOR (Sátira aos Estados Totalitários).
24. FORREST GUMP (Vários fatos históricos).
25. O RESGATE DO SOLDADO RYAN (II Guerra / Dia D).
26. ALÉM DA LINHA VERMELHA (II Guerra no Pacífico).
27. A IRMANDADE DA GUERRA (Guerra da Coréia).
28. BOA NOITE, BOA SORTE (Guerra Fria).
29. CAÇA AO OUTUBRO VERMELHO (Guerra Fria).
30. A LUTA PELA ESPERANÇA (Crise de 1929).
31. DEUSES E GENERAIS (Guerra Civil nos EUA).
32. E O VENTO LEVOU (Guerra Civil nos EUA).
33. PEARL HARBOR (II Guerra / Kamikazes).
34. INDOCHINA (Imperialismo francês na Ásia).
35. MUNIQUE (Atentado terrorista nas olimpíadas da Alemanha).
36. O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA (Trajetória de Id Amin, em Uganda).
37. A RAINHA (Ascensão de Tony Blair).
38. FLYBOYS (Combates aéreos na I Guerra).
39. BABEL (Globalização).
40. BORAT (Crítica aos EUA e à Globalização).
41. O LABIRINTO DO FAUNO (Franquismo).
42. CARTAS DE IWO JIMA (II Guerra).
43. A CONQUISTA DA HONRA (II Guerra).
44. O BARÃO VERMELHO (I Guerra).
45. AUSTRÁLIA (II Guerra / cultura aborígine).
46. REDE DE MENTIRAS (Terrorismo contemporâneo).
47. FROST / NIXON (Escândalo Watergate, nos EUA).
48. A CAÇADA (Conflitos na Bósnia).
49. UM ATO DE LIBERDADE (II Guerra / anti-semitismo).
50. O MENINO DO PIJAMA LISTRADO (II Guerra / anti-semitismo).
51. RAMBO I, II E III (Aspectos da Guerra Fria).
52. ROCK IV (Aspectos da Guerra Fria).
53. STAR WARS (Aspectos da Guerra Fria).
54. QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO? (Índia contemporânea / problemas sociais).
55. O PODEROSO CHEFÃO (Trilogia que aborda a máfia nos EUA desde o início do século XX).
56. OS INTOCÁVEIS (A máfia nos EUA nos anos 1920).
57. BASTARDOS INGLÓRIOS (II Guerra / Holocausto).
58. INIMIGOS PÚBLICOS (A máfia nos EUA nos anos 1930).
59. FOMOS HERÓIS (Guerra do Vietnã).
60. CÓDIGOS DE GUERRA (II Guerra no Pacífico).
61. LÁGRIMAS AO SOL (Aspectos da África atual).
62. MANDELA (Trajetória de Nelson Mandela).
63. AMOR SEM FRONTEIRAS (Várias zonas de conflito no mundo).
64. O SENHOR DAS ARMAS (Venda de armas na decadência da URSS).
65. INVICTUS (Trajetória de Nelson Mandela na África do Sul).
66. MILAGRE EM SANTA ANNA (II Guerra Mundial).
67. 1968 – TUNNEL RATS (Guerra do Vietnã).
68. OS FALSÁRIOS (II Guerra / Holocausto judeu).
69. O PEQUENO TRAIDOR (Israel em 1947, véspera da resolução da ONU).
70. GUERRA AO TERROR (Iraque atual).
71. O ÚLTIMO PELOTÃO (I Guerra Mundial).
72. A COR PÚRPURA (Situação da mulher negra nos EUA do século XX).
73. A JOVEM RAINHA VITÓRIA (Inglaterra na Era Vitoriana).

HISTÓRIA DO BRASIL
1. A MISSÃO (Conflitos nas missões).
2. ANAHY DE LAS MISIONES (Revolução Farroupilha).
3. NETO PERDE SUA ALMA (Revolução Farroupilha).
4. O QUATRILHO (Imigração italiana).
5. ELES NÃO USAM BLACK TIE (Ditadura / movimento operário).
6. O QUE É ISSO, COMPANHEIRO? (Ditadura / guerrilha).
7. LAMARCA (Ditadura / guerrilha).
8. ZUZU ANGEL (Ditadura / desaparecidos).
9. BATISMO DE SANGUE (Ditadura / frades dominicanos).
10. MAUÁ, O IMPERADOR (Brasil em meados do século XIX).
11. OLGA (Era Vargas).
12. CARANDIRU (Massacre dos presidiários).
13. CIDADE DE DEUS (Miséria, tráfico, violência nos anos 1970).
14. CARLOTA JOAQUINA, PRINCESA DO BRASIL (Período Joanino).
15. CANUDOS (Guerra de Canudos).
16. ILHA DAS FLORES (Mazelas do mundo globalizado e neoliberal).
17. TROPA DE ELITE (Miséria, tráfico, violência, corrupção no Brasil recente).
18. GAIJIN – OS CAMINHOS DA LIBERDADE (Imigração japonesa).
19. AGOSTO (Suicídio de Getúlio Vargas).
20. O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS (Ditadura Militar).
21. O HOMEM DO ANO (Baseado no livro “O matador”).

9 de mai. de 2010

Antiguidade Oriental

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Grécia clássica e roma

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24 de fev. de 2010

Arquidiocese quer processar filme que destruiu Cristo



Destruir o Cristo Redentor no filme "2012" foi considerado um atentado contra a Igreja pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, que cobra da Columbia Pictures o pagamento de uma indenização por uso indevido de imagens.

O filme do diretor alemão Roland Emmerich, o mesmo de "O dia depois de amanhã" e "Independence Day", narra a história do fim do mundo - que parece ser uma grande obsessão para Emmerich, a julgar por sua filmografia. "2012" é estrelado por John Cusack, Thandie Newton, Amanda Peet e Woody Harrelson. Vários monumentos são destruídos por computação gráfica, inclusive o Cristo Redentor.

A Arquidiocese do Rio não pode cobrar pelo uso da imagem do Cristo, mas tem poder de veto, com a justificativa de que se trata de um símbolo religioso e que deve ser preservado. O escritório da Columbia já foi notificado e os advogados da empresa em Los Angeles estão cuidando do caso.

A advogada Claudine Dutra, responsável pelo departamento jurídico da Arquidiocese, afirma que a Columbia procurou a entidade na fase de pré-produção e o pedido de autorização foi negado. Ela explicou que ainda não há um valor estipulado para a indenização.

O filme "2012" já não está mais em cartaz.

fonte: www.yahoo.com.br

É simplesmente impressionante a preocupação da Igreja com relação ao filme! Mas sinceramente vão se preocupar com seus fiéis, diga-se de passagem, os estão perdendo diariamente. Essa situação me lembra, em menor escala lógico, um fato ocorrido aqui em Santa Maria/RS onde a diocese resolveu comprar uma bela discussão com um curso pré-vestibular devido a sua propaganda que falava "o último a se matricular é a mulher do padre". Bom todos sabem que padre não tem mulher....é alguns não tem, mas isso é outra história. O que realmente me inpressiona é essa preocupação com o filme e justamente agora meses após o filme ter saido de cartaz. Eu acredito que a Igreja deve ter mais coisas para fazer e com certeza muito mais importantes...ou não afinal de contas pelo que parece estão querendo uma indenização pela utilização das imagens do Cristo! Mas um momento...o Cristo é da Igreja? Acho que estou ficando velho demais... esse mundo está realmente mudando.

10 de dez. de 2009

Rep Velha Ate Suicidio

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A Partir Da Regencia

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26 de nov. de 2009

Maluf e Tuma responderão por ocultar mortos na ditadura

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ofereceu hoje denúncia à Justiça Federal contra o ex-governador de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por ocultação de cadáveres durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Além dos dois parlamentares, foram denunciados em duas ações civis públicas o ex-prefeito da capital paulista Miguel Colasuonno, o médico legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo Harry Shibata, e o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno.

O MPF-SP requer na Justiça que os cinco percam suas funções públicas e o direito à aposentadoria, bem como sejam condenados a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um. Por se tratar de ações civis públicas, a iniciativa não ameaça os mandatos de Tuma e Maluf, protegidos pela Constituição Federal. A procuradora responsável pelo caso, Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, propôs que as indenizações sejam revertidas em medidas que preservem a memória das vítimas da ditadura.

Nas ações entregues à Justiça, o MPF-SP afirma que desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, na capital paulista, de forma "ilegal" e "clandestina", com a participação do IML e da Prefeitura de São Paulo. Segundo a procuradora, ambos contribuíram para que as ossadas permanecessem sem identificação em valas comuns dos cemitérios e atestaram falsos motivos de morte a vítimas de tortura. De acordo com a denúncia, o legista Harry Shibata teria ocultado os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, como, por exemplo, do jornalista Vladimir Herzog.

O MPF-SP aponta que Paulo Maluf, quando era prefeito, ordenou a construção do cemitério de Perus. De acordo com as ações, algumas valas do recinto tinham quadras marcadas específicas para receber a ossada de "terroristas". Os documentos entregues à Justiça apontam ainda que o projeto original do cemitério previa um crematório, mas a Prefeitura desistiu após a empresa contratada ter estranhado o plano, que não previa um hall para orações. De acordo com o MPF-SP, o governo municipal chegou a fazer sugestões buscando mudar a legislação para dispensar a autorização da família para realizar procedimento, o que possibilitaria que indigentes fossem cremados.

As denúncias salientam ainda a participação nas operações de agentes do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Deops, órgão estadual de repressão que teve como chefe o atual senador Romeu Tuma. Segundo o MPF-SP, há documentos que comprovam a ocorrência de interrogatórios "sob tortura" na instituição e que demonstram que Tuma tinha conhecimento das várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais do Deops, mas não as comunicou aos familiares dos mortos.

As ações civis públicas oferecidas hoje pelo MPF não são as primeiras que procuram responsabilizar o Estado pela ocultação da ossada de perseguidos políticos. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na ofensiva do governo para exterminar a guerrilha na década de 1970. No Rio Grande do Sul, o MPF pediu a abertura de inquérito para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.

"Depois de 39 anos, abordar de forma leviana um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula", disse Maluf, em nota. A reportagem procurou Tuma, mas o senador estava em voo. Segundo sua assessoria, Tuma ainda não recebeu informações sobre a denúncia.

fonte: http://br.noticias.yahoo.com


Depois quando falam que o povo brasileiro possue memória fraca, tem gente que fica irritado. Sinceramente não consigo entender como que pessoas como essas ainda conseguem se eleger e reeleger a cargos públicos. "Depois de 39 ano abordar de forma leviana um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula" quer dizer então que a questão é o tempo que se passou? Parece-me que esse Sr. não tem a mínima noção do mal que a sua atuação como homem público causou. Atitude leviana é a do próprio Maluf ao encarar torturas, desaparecimentos, paus-de-arara e outras coisas mais como uma acusação ridicula.

11 de nov. de 2009

GUERRA FRIA: UM DEBATE INTERPRETATIVO

Por Marcos Emílio Ekman Faber

Nos anos que se seguiram à queda do Muro de Berlim e à desagregação do mundo soviético, muito vislumbravam uma nova era de paz e prosperidade sob a liderança dos EUA. Essa tese de matriz conservadora era defendida, pois se acreditava que com o fim da URSS, o capitalismo iria se desenvolver como nunca antes, pois os pesados gastos com armamentos não seriam mais necessários e esses capitais iriam ser revertidos em ganhos sociais. Como é possível observar, isso não passou de mera construção ideológica que tinha por objetivo expandir as áreas de influências dos EUA nessa nova ordem mundial.

É possível observar que no transcorrer dos presidentes dos EUA, foram eleitos novos inimigos, que passaram a ocupar o papel antes desempenhado pelo comunismo. O que justificava a atuação militar e os gastos militares dos EUA em sua política intervencionista. (Ex. Bush e o Eixo do Mal).

Desde os anos 90’ os EUA tem trabalhado com a teoria do Choque de Civilizações de Samuel Huntington. A decadência do poder econômico e demográfico Ocidental estaria ocorrendo em paralelo com o crescimento da resistência de outras civilizações, o que ocasionaria, no futuro, um inevitável confronto. Era necessário, então, ampliar as fronteiras para que este confronto ocorra o mais distante possível. O 11 de Setembro reforçou estas teses nos setores ultra conservadores dos EUA.

As Origens do termo Guerra Fria

A expressão Guerra Fria foi empregada pela primeira vez em 1947, para denominar a existência de uma guerra não-declarada envolvendo EUA e URSS.

A Historiografia sobre a Guerra Fria

São seis vertentes teóricas principais:

* Ortodoxia norte-americana (tradicional): expressa a visão da diplomacia EUA, responsabilizando a URSS pela Guerra Fria, em decorrência de recusar-se a sair dos territórios conquistados pela força. Os conflitos envolvendo os dois países foram inevitáveis, uma vez que a postura agressiva da URSS era inerente ao regime comunista e seu projeto de domínio mundial;

* História oficial ou ortodoxia soviética: forma inversa da anterior. Mostra a Guerra Fria como produto da agressividade imperialista dos EUA. A Guerra Fria aparece como resultado direto da Luta de Classes. Os círculos reacionários ocidentais procuraram retirar da URSS a sua esfera de influência conquistada durante a Guerra. Em decorrência a URSS teria procurado proteger essa área da agressão imperialista. Uma vez conquistado esta ordem socialista, a URSS acenou com a busca pela coexistência pacífica. Defendem que a URSS foi o principal ator no estabelecimento da détente;

* Revisionismo (surge na década de 1950): crítica as teorias da ortodoxia norte-americana sobre a Guerra Fria. Destacam as determinações da economia interna e a influência na política externa dos EUA. Entendem que a URSS não pode ser responsabilizada pelo início do conflito, pois, ao fim da II GM emergiram duas nações vencedoras, mas enquanto os EUA estavam em pleno vigor, a URSS estava arrasada. A principal meta soviética era de reconstruir o país e criar uma zona de proteção para evitar novos ataques. A URSS não se constituía em ameaça real aos EUA ou a Europa, como afirmam os ortodoxos. A ação soviética era defensiva, reagindo à postura agressiva desenvolvida pela diplomacia norte-americana. Segundo essa tese (Carelli) após esgotada a expansão territorial interna, desde a depressão de 1890, os EUA buscam superar sua crise doméstica, ocasionada por sua capacidade de produção, através da adoção de uma política expansionista (imperialismo). Problemas econômicos domésticos e questões ideológicas teriam levado os EUA a adotarem uma política externa agressiva, intervindo sobremaneira nos negócios de outras nações, objetivando controlar fontes de matérias-primas e mercados consumidores;

* Pós-revisionista (surge na década de 1980): é uma tentativa de dar por superada a fase revisionista do estudo da Guerra Fria. Defende a idéia de que, com a desagregação do mundo soviético, havia a possibilidade de se buscar um consenso pós-revisionista. Procura se posicionar numa suposta neutralidade e imparcialidade para analisar empiricamente a validade das teses anteriores, porém mantendo uma posição pró-Ocidente e muito próxima das teses ortodoxas. Afirmam que após a IIGM, os EUA tornaram-se numa nação imperial, isso não inspirado pelo capitalismo ou o temor de uma nova crise, mas por que os EUA eram os protetores do ocidente, frente ao avanço soviético;

* Corporativista: vêem uma continuidade entre a política da Nova Era (1920) e do New Deal (1930) e as políticas aplicadas pelos EUA após a IIGM, onde os EUA buscaram uma estruturação de uma nova ordem econômica tanto interna como externa. Essa análise privilegia a influência da economia doméstica, das questões sociais e ideológicas da diplomacia. Assim, a política externa seria profundamente influenciada pela pressão de grupos organizados internos. Nos EUA havia se desenvolvido um Estado associativo ou neocapitalismo corporativo, baseado na auto-regulação dos grupos econômicos, integrandos por coordenações institucionais e por mecanismos de mercado. Os líderes dos EUA buscaram durante o transcorrer do século XX construir uma ordem mundial tomando como referência o modelo corporativista desenvolvido internamente. O plano Marshall possibilitou os elementos necessários à reconstrução de uma balança de poder na Europa, oferecendo aos seus participantes as condições para conter o bloco soviético. Através de novas alianças militares e de programas de assistência, foram criados sistemas de segurança coletiva. Liderados pelos EUA, que garantiam essa nova ordem, contra possíveis agressores;

* Fred Halliday: divide o estudo da Guerra Fria em várias fases: Guerra Fria (1946-53); Antagonismo Oscilatório (1953-69); détente (1969-79) e; a Segunda Guerra Fria (após 1979). A primeira Guerra Fria possui seis características marcantes: expansão militarista, intensificação da propaganda, ausência de negociações, conflito entre capitalismoXsocialismo que se manifesta no Terceiro Mundo e os conflitos dentro dos blocos era subordinados ao conflito principal. Para Halliday, a Segunda Guerra Fria havia se desenvolvido como o seu predecessor, como o rompimento de relações entre as principais potências capitalistas e a URSS. Ambos os lados se preparando militarmente para uma possível agressão inimiga.

As Origens do Conflito

Os conflitos ocorridos durante o período da Guerra Fria estavam inseridos em uma complexa teia em que se entremeavam os interesses geopolíticos das potências mundiais e dos seus respectivos blocos. As disputas entre parceiros menores revelavam uma busca por consolidação de hegemonias regionais.

Havia diferentes expectativas em relação ao reordenamento do mundo que emergia dos escombros da guerra, o que somado às desconfianças mútuas, constituía um solo fértil para a eclosão de conflitos.

Durante a IIGM, os aliados esperaram o resultado do conflito entre Alemanha e URSS para então abrir uma segunda frente de combate ao exército alemão. Essa estratégia permitia às nações do Ocidente de livrar-se de dois inimigos comuns, nazistas e comunistas. Porém, o Exército Vermelho ocupou a maior parte do Centro Leste europeu após a IIGM. Quanto da Conferencia de Ialta (fevereiro de 1945) a supremacia soviética nessas áreas era incontestável.

Durante a Guerra Fria, EUA e URSS, rivalizavam pela consolidação de seus projetos políticos levando o conflito de interesses a uma escala planetária. Por outro lado, após a exacerbação inicial, houve estabilidade. Do lado de cada nação posicionaram-se seus aliados, estes, porém, não agiam de forma homogênea.

Tanto nos EUA quanto na URSS alimentavam um forte sentimento de insegurança, essa insegurança presente nas populações de ambas as nações atendia às políticas intervencionistas destes países, pois alegavam garantias de segurança nacional.

A Conferência de Ialta, entre Inglaterra, EUA e URSS, demonstrou o crescimento da importância da URSS como potência mundial.

A IIGM havia terminado na Europa quando os EUA testaram à primeira bomba atômica, sem conhecimento da URSS. Com os bombardeios em Hiroshima e Nagazaki, houve a rendição japonesa. O bombardeiro impediu a ação soviética no Japão e, portanto, impediu a participação soviética em áreas de influência japonesas. O bombardeio serviu para impor um recuo soviético na Europa. Dessa perspectiva, o emprego das bombas nucleares contra o Japão poderia ser considerado o marco inicial da Guerra Fria.

É inegável que a URSS tivesse tendências expansionistas na Europa, porém não representava uma ameaça militar à Europa. O país estava arrasado e sua principal tarefa era a auto-reconstrução. A principal ameaça soviética à Europa estava no campo ideológico, seduzindo as organizações de esquerda.

Ao contrário do que afirmaram os revisionistas a postura soviética não foi meramente defenciva, mas também não é possível a versão ortodoxa de que o conflito se deu porque os soviéticos ameaçavam a Europa, restando aos EUA a alternativa de lutar pela defesa da democracia. O conflito se intensificou quando os EUA adotaram uma política de consolidar sua hegemonia global, impondo recuos à influência soviética no continente.

Entre 1946 e 1948, a política anglo-norte-americana foi de pressionar a URSS (discurso de Churchill sobre a Cortina de Ferro, Doutrina Truman, Plano Marshall). Enquanto que os soviéticos buscavam uma negociação diplomática. Os soviéticos acusaram o Plano Marshall de ser um ardil norte-americano para subornar economicamente a Europa.

Em 1949 foi criada a OTAN. Neste mesmo ano a URSS explodiu sua primeira bomba atômica e a China tornou-se comunista. Foi criada a República Democrática da Alemanha (RDA) Oriental. Em 1950, estoura a Guerra da Coréia, primeira guerra da Guerra Fria.

A perseguição ideológica foi uma constante nos dois blocos. Nos EUA houve o macarthismo, além de outras manobras de propaganda anti-comunista. Qualquer oposicionista ao governo norte-americano poderia ser considerado inimigo do Estado. Foi construída nos veículos de comunicação, a imagem do perigo comunista, como se este perigo estivesse presente dentro da sociedade americana. Chegou-se até a construir-se campos de concentração para abrigar os esses presos (porém, não foram usados para este fim).

Diferentes Percepções do Conflito

Nos países do campo soviético, o difícil caminho da pluralidade e das vias específicas de cada país rumo ao socialismo sucumbiu ao expansionismo soviético. O conflito emergente justificou a intensificação da repressão tanto dentro da URSS quanto em suas áreas de influência. Assim, os regimes de economia mista foram rapidamente transformados em regimes de partido único e de economias planificadas. Os opositores foram lançados na ilegalidade.

Os efeitos da Guerra Fria foram sentidos também em países que experimentavam processos revolucionários ou reformistas em seus territórios. De uma forma ou de outra estes conflitos estavam ligados ao conflito global. Pois havia ligação entre as políticas públicas destes países e as diretrizes emanadas dos blocos de poder a que estavam ligados.

Já o que se refere a população normal, dos países envolvidos na Guerra Fria, possuía uma imagem da Guerra Fria que era aquela produzida pela mídia (jornais, TV, cinema, quadrinhos, revistas femininas, músicas, etc.).

Resumo de:
MUNHOZ, Sidnei. Guerra Fria: Um Debate Interpretativo. In: SILVA, Frnacisco Carlos Teixeira da (org.). O Século Sombrio: uma História geral do século XX. São Paulo: Editora Campos.


REFERÊNCIA PARA CITAÇÃO DESTE TEXTO:
FABER, Marcos. Guerra Fria: Um Debate Interpretativo-resumo do texto de Sidney Munhoz
Disponível em: Acesso em: 11 de novembro de 2009.

5 de nov. de 2009

31 de out. de 2009

23 de ago. de 2009

Regimes Totalitários e II Guerra Mundial


Slide 2Slide 2

Situação européia

  • Efeitos da 1ª Guerra Mundial.
  • Problemas causados pela crise do capitalismo.
  • Incapacidade da Democracia Liberal em resolver seus problemas.
  • Avanço de idéias de esquerda.

Características do Fascismo

  • Totalitarismo: nada deve vir acima do estado, que tem o controle absoluto.
  • Nacionalismo: a nação é a mais perfeita forma de sociedade que a humanidade conseguiu construir.
  • Militarismo: fortalecimento dos exércitos para a defesa e o expansionismo.
  • Antiliberalismo: ausência de liberdade sindical, econômica e de imprensa.
  • Idealismo: nada era impossível.
  • Anticomunismo: aversão ao comunismo.
  • Expansionismo: incorporação de territórios.
  • Uma das características do Fascismo é a exaltação do chefe, segundo a qual um grande povo necessita de um grande homem como guia e a ele deve-se total obediência. Na Itália, Mussolini foi considerado o Dulce, o condutor. Em muitos lugares, inclusive nas salas de aula, figurava a seguinte frase: Mussolini nunca erra.


Fascismo Italiano

  • Situação da Itália após a 1ª Guerra – crise econômica, desemprego, miséria e inflação. Governo incapaz de deter a crise. Agitações, greves e avanço de idéias de esquerda atemorizavam a burguesia.
  • Mussolini, ex-combatente da 1ª GM e ex-socialista organizou os fascios de combate (1919) grupos de choque para por fim às manifestações.
  • 1921 foi fundado o Partido Nacional Fascista.
  • 1922 – Marcha sobre Roma, onde milhares de partidários se direcionaram para a capital.
  • Vitor Emanuel III entrega o cargo de 1° ministro para Mussolini.
  • 1924 – fascistas ficaram com a maioria das cadeiras do Parlamento iniciando uma grande repressão contra opositores.
  • 1925 – Mussolini se torna o Dulce, concretizando o Estado fascista que pregava a harmonia entre patrão e empregado com o desenvolvimento do ideal corporativista. Trabalhadores organizados em sindicatos, governavam o país através do Partido fascista, identificado com o Estado
  • 1929 – Tratado de Latrão
  • Crise de 1929 – atinge a Itália. Para tentar superá-la, aumentou a produção de armamentos e para a expansão territorial.
  • 136 – Itália invadiu a Abissínia (Etiópia). A Sociedade das Nações, nada fez.
  • Mussolini aliou-se à Alemanha e ao Japão em diversas questões internacionais, como o Pacto Anti-Komintern.

Nazismo

  • Fim da 1ª GM e Tratado de Versalhes.
  • Desemprego, inflação, violência e um profundo descontentamento.
  • 1918 – criação da República de Weimar
  • 1919 – foi fundado o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. A frente dele estava Adolf Hitler, nacionalista que conquistou um grande número de adeptos.
  • Organização das AS, ou Tropas de Assalto, grupos para-militares que intimidavam e perseguiam seus opositores.
  • 1923 – Putsh de Munique – tentativa de golpe fracassado, Hitler acaba preso.
  • Na prisão escreve Mein Kampf (Minha Luta) onde expôs os fundamentos do Nazismo – Nacionalismo, totalitarismo, anticomunismo, antisemitismo e o espaço vital.
  • 1924 – a Alemanha começa a se estabilizar – capitais estrangeiros.
  • 1929 – Crise
  • 1930 – grande vitória nazista nas eleições, três anos depois Hindenburg nomeou Hitler Chanceler – o Nazismo chega ao poder.
  • Em 1934 com a morte de Hindenburg, Hitler ocupa o cargo de presidente e adotou o título de Führer anunciando a fundação do III Reich.
  • Através de uma bem organizada propaganda, liderada por Joseph Goebbels, a sociedade alemã e, principalmente, a juventude sofriam uma forte doutrinação.
  • O Estado nazista intervinha em todos os setores da economia, promovendo o crescimento industrial e a construção de obras públicas (absorves mão-de-obra).
  • O desenvolvimento industrial levou a busca por mercados consumidores e a expansão territorial.

Outros exemplos de Fascismos
  • Salazarismo: fascismo em Portugal através de Antonio de Oliveira Salazar, um governo iniciado em 1933 que teve seu termino apenas em 1974 com a Revolução dos Cravos.
  • Franquismo: após uma vitória eleitoral de grupos de esquerda ocorreu um golpe de estado liderado por Francisco franco, iniciando uma guerra civil na espanha. É interessante citar o apoio Alemão às forças fascistas da Espanha. O Franquismo durou até 1975.
  • Ação Integralista Brasileira: liderada por Plínio Salgado, contou com o apoio de diversos setores da sociedade. Foi uma adaptação das idéias fascistas ao contexto brasileiro.

II Guerra Mundial
(1939 - 1945)
  • Mundo em depressão.
  • Ineficiência da Sociedade das Nações.
  • A busca pelo Espaço Vital – a integração das populações alemãs que viviam na Austria, Sudetos e em Dantzig na Polônia. Os sudetos foram anexados por Hitler e reconhecidos pela Inglaterra e França na Conf. De Munique. Mas é a invasão da Polônia que serve como estopim para a Guerra.
  • Blitzkrieg – guerra-relâmpago com a ocupação da Dinamarca, Noruega, Bélgica e Holanda. O sucesso de Hitler promove o afastamento de Chamberlain que foi substituído por Winston Churchill.
  • Tanques alemães rompem a Linha Maginot e em junho de 1940 ocorre a invasão de Paris. Inicio da resistência francesa com o Gen. De Gaulle a frente dela.
  • Em 1941 (após conquistar a Grécia, Bulgária e Iugoslávia) Hitler se volta contra a URSS em 1941. O inverno rigoroso e a resistência dos soviéticos obrigaram os alemães a recuar.
  • 7 de dezembro de 1941 – ataque japonês em Pearl Harbour – EUA entra na guerra.
  • A partir de 1942 os aliados passaram a obter várias vitórias. EUA forçam os japoneses a recuar, no norte da África os ingleses vencem os alemães assim como os soviéticos derrotam as forças nazista em Stalingrado.
  • Nesse mesmo ano navios brasileiros são afundados por submarinos alemães.
  • 1943 – aliados desembarcam na Sicília. Vitor Emanuel III destituiu Mussolini do cargo de 1° ministro, este refugiou-se no norte da Itália onde resistiu até 1945.
  • 6 de junho de 1944 – desembarque na Normandia (Dia D). Iniciava-se a decadência da Alemanha.
  • 2 de maio de 1945 aliados chegam em Berlim. No dia 8 a Alemanha assina o armistício.
  • A guerra no pacífico durou até o lançamento das armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki. O Japão se rende em 15 de agosto de 1945. está terminada a 2ª Guerra Mundial.

Acordos de Paz

  • Conferência de Teerã (1943): Stálin, Churchill e Roosevelt – planos sobre a Normandia e direitos da URSS sobre o Leste Europeu.
  • Conferência de Yalta (1945): partilha do mundo.
  • Conferência de Potsdam (1945): tribunal de Nuremberg, divisão da Alemanha.
  • Conferência de São Francisco (1945): ONU

O mundo do pós-guerra

  • Somados todos os afetados pela guerra – 50 milhões de mortos.
  • Grandes cidades forma destruídas, transportes e comunicação interrompidos, pontes, rodovias e ferrovias destruídas.
  • EUA apesar dos gastos, cresceu industrialmente, expandiu o seu comércio e acumulou uma enorme quantidade de ouro.
  • Socialismo se expandiu na Europa e o mundo se dividiu em dois blocos: o capitalista, liderado pelos EUA e o socialista, liderado pela URSS.

29 de jul. de 2009

Por que as mulheres enlouquecem os homens! (muito boa)

Mulher – Onde você vai?
Homem – Vou sair um pouco.
Mulher – Vai de carro?
Homem – Sim.
Mulher – Tem gasolina?
Homem – Sim…. coloquei.
Mulher – Vai demorar?
Homem – Não… coisa de uma hora.
Mulher – Vai a algum lugar específico?
Homem – Não… só rodar por aí.
Mulher – Não prefere ir a pé?
Homem – Não… vou de carro.
Mulher – Traz um sorvete pra mim!
Homem – Trago… que sabor?
Mulher – Manga.
Homem – Ok… na volta eu passo e compro.
Mulher – Na volta?
Homem – Sim… senão derrete.
Mulher – Passa lá, compra e deixa aqui..
Homem – Não… melhor não! Na volta… é rápido!
Mulher – Ahhhhh!
Homem – Quando eu voltar eu tomo com você!
Mulher – Mas você não gosta de manga!
Homem – Eu compro outro… de outro sabor.
Mulher – Aí fica caro… traz de cupuaçu!
Homem – Eu não gosto também.
Mulher – Traz de chocolate… nós dois gostamos.
Homem – Ok! Beijo… volto logo….
Mulher – Ei!
Homem – O que?
Mulher – Chocolate não… Flocos…
Homem – Não gosto de flocos!
Mulher – Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você.
Homem – Foi o que sugeri desde o começo!
Mulher – Você está sendo irônico?
Homem – Não tô não! Vou indo.
Mulher – Vem aqui me dar um beijo de despedida!
Homem – Querida! Eu volto logo… depois.
Mulher – Depois não… quero agora!
Homem – Tá bom! (Beijo.)
Mulher – Vai com o seu ou com o meu carro?
Homem – Com o meu.
Mulher – Vai com o meu… tem cd player… o seu não!
Homem – Não vou ouvir música… vou espairecer.. .
Mulher – Tá precisando?
Homem – Não sei… vou ver quando sair!
Mulher – Demora não!
Homem – É rápido… (Abre a porta de casa.)
Mulher – Ei!
Homem – Que foi agora?
Mulher- Nossa!!! Que grosso! Vai embora!
Homem – Calma… estou tentando sair e não consigo!
Mulher – Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém?
Homem – O que quer dizer?
Mulher – Nada… nada não!
Homem – Vem cá… acha que estou te traindo?
Mulher – Não… claro que não… mas sabe como é?
Homem – Como é o quê?
Mulher – Homens!
Homem – Generalizando ou falando de mim?
Mulher – Generalizando.
Homem – Então não é meu caso… sabe que eu não faria isso!
Mulher- Tá bom… então vai.
Homem – Vou.
Mulher- Ei!
Homem – Que foi, cacete?
Mulher- Leva o celular, estúpido!
Homem – Prá quê? Prá você ficar me ligando?
Mulher- Não… caso aconteça algo, estará com celular.
Homem – Não… pode deixar…
Mulher- Olha… desculpa pela desconfiança, estou com saudade, só isso!
Homem – Ok, meu amor… Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo!
Mulher- Eu também! Posso futricar no seu celular?
Homem – Prá quê?
Mulher- Sei lá! Joguinho!
Homem – Você quer meu celular prá jogar?
Mulher- É.
Homem – Tem certeza?
Mulher- Sim.
Homem – Liga o computador.. . lá tem um monte de joguinhos!
Mulher- Não sei mexer naquela lata velha!
Homem – Lata velha? Comprei pra a gente mês passado!
Mulher- Tá..ok… então leva o celular senão eu vou futricar…
Homem – Pode mexer então… não tem nada lá mesmo…
Mulher- É?
Homem – É.
Mulher- Então onde está?
Homem – O quê?
Mulher- O que deveria estar no celular mas não está…
Homem – Como!?
Mulher- Nada! Esquece!
Homem – Tá nervosa?
Mulher- Não… tô não…
Homem – Então vou!
Mulher- Ei!
Homem – O que ééééééé, caralho?
Mulher- Não quero mais sorvete não!
Homem – Ah é?
Mulher- É!
Homem – Então eu também não vou sair mais não!
Mulher- Ah é?
Homem – É.
Mulher- Oba! Vai ficar comigo?
Homem – Não vou não… cansei… vou dormir!
Mulher- Prefere dormir do que ficar comigo?
Homem – Não… vou dormir, só isso!
Mulher- Está nervoso?
Homem – Claro, porra!!!
Mulher- Porque você não vai dar uma volta para espairecer?
Homem – Ah, vai tomar no cú!!!

4 de jul. de 2009

MODOS DE PRODUÇÃO

Quando vamos a um supermercado e compramos gêneros alimentícios, bebidas, calçados, material de limpeza, etc., estamos adquirindo bens. Da mesma forma, quando pagamos a passagem do ônibus ou uma consulta medica, estamos pagando um serviço.
Ao viverem em sociedade, as pessoas participam diretamente da produção, da distribuição e do consumo de bens e serviços, ou seja, participam da vida econômica da sociedade. Assim, o conjunto de indivíduos que participam da vida econômica de uma nação é o conjunto de indivíduos que participam da produção, distribuição e consumo de bens e serviços. Ex: operários quando trabalham estão ajudando a produzir, quando, com o salário que recebem, compram algo, estão participando da distribuição, pois estão comprando bens e consumo. E quando consomem os bens e os serviços que adquiriram, estão participando da atividade econômica de consumo de bens e serviços.

MODOS DE PRODUÇÃO
O modo de produção é a maneira pela qual a sociedade produz seus bens e serviços, como os utiliza e os distribui. O modo de produção de uma sociedade é formado por suas forças produtivas e pelas relações de produção existentes nessa sociedade.
Modo de produção = forças produtivas + relações de produção
Portanto, o conceito de modo de produção resume claramente o fato de as relações de produção serem o centro organizador de todos os aspectos da sociedade.

¨ Modo de produção primitivo:
O modo de produção primitiva designa uma formação econômica e social que abrange um período muito longo, desde o aparecimento da sociedade humana. A comunidade primitiva existiu durante centenas de milhares de anos, enquanto o período compreendido pelo escravismo, pelo feudalismo e pelo capitalismo mal ultrapassa cinco milênios.
Na comunidade primitiva os homens trabalhavam em conjunto. Os meios de produção e os frutos do trabalho eram propriedade coletiva, ou seja, de todos. Não existia ainda a idéia da propriedade privada dos meios de produção, nem havia a oposição proprietários x não proprietários.
As relações de produção eram relações de amizade e ajuda entre todos; elas eram baseadas na propriedade coletiva dos meios de produção, a terra em primeiro lugar.
Também não existia o estado. Este só passou a existir quando alguns homens começaram a dominar outros. O estado surgiu como instrumento de organização social e de dominação.

¨ Modo de produção escravista:
Na sociedade escravista os meios de produção (terras e instrumentos de produção) e os escravos eram propriedade do senhor. O escravo era considerado um instrumento, um objeto, assim como um animal ou uma ferramenta.
Assim, no modo de produção escravista, as relações de produção eram relações de domínio e de sujeição: senhores x escravos. Um pequeno número de senhores explorava a massa de escravos, que não tinham nenhum direito.
Os senhores eram proprietários da força de trabalho (os escravos), dos meios de produção (terras, gado, minas, instrumentos de produção) e do produto de trabalho.

¨ Modo de produção asiático:
O modo de produção asiático predominou no Egito, na China, na Índia e também na África Antiga.
Tomando como exemplo o Egito, no tempo dos faraós, vamos notar que a parte produtiva da sociedade era composta pelos escravos, que era forçados, e pelos camponeses, que também eram forçados a entregar ao Estado o que produziam. A parcela maior prejudicando cada vez mais o meio de produção asiático.
Fatores que determinaram o fim do modo de produção asiático:
• A propriedade de terra pelos nobres;
• O alto custo de manutenção dos setores improdutivos;
• A rebelião dos escravos.

¨ Modo de produção feudal:
A sociedade feudal era constituída pelos senhores x servos. Os servos não eram escravos de seus senhores, pois não eram propriedade deles. Eles apenas os serviam em troca de casa e comida. Trabalhavam um pouco para o seu senhor e outro pouco para eles mesmos.
Num determinado momento, as relações feudais começaram a dificultar o desenvolvimento das forças produtivas. Como a exploração sobre os servos no campo aumentava, o rendimento da agricultura era cada vez mais baixo. Na cidade, o crescimento da produtividade dos artesãos era freado pelos regulamentos existentes e o próprio crescimento das cidades era impedido pela ordem feudal.Já começava a aparecer às relações capitalistas de produção.

¨ Modo de produção capitalista:
O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
O capitalismo compreende quatro etapas:
Pré-capitalismo: o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas.
Capitalismo comercial: a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.
Capitalismo industrial: com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.
Capitalismo financeiro: os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.

¨ Modo de produção socialista:
A base econômica do socialismo é a propriedade social dos meios de produção, isto é, os meios de produção são públicos ou coletivos, não existindo empresas privadas. A finalidade da sociedade socialista é a satisfação completa das necessidades materiais e culturais da população: emprego, habitação, educação, saúde. Nela não há separação entre proprietário do capital (patrão) e proprietários da força do trabalho (empregados). Isto não quer dizer que não haja diferenças sociais entre as pessoas, bem como salários desiguais em função de o trabalho ser manual ou intelectual.

¨ Taylorismo:
Taylorismo ou Administração científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro estadunidense Frederick Winslow Taylor (1856-1915), que é considerado o pai da administração científica.
Taylor pretendia definir princípios científicos para a administração das empresas. Tinha por objetivo resolver os problemas que resultam das relações entre os operários, como conseqüência modifica-se as relações humanas dentro da empresa, o bom operário não discute as ordens, nem as instruções, faz o que lhe mandam fazer.

Organização Racional do Trabalho:
- Análise do trabalho e estudo dos tempos e movimentos: objetivava a isenção de movimentos inúteis, para que o operário executasse de forma mais simples e rápida a sua função, estabelecendo um tempo médio.
-Estudo da fadiga humana: a fadiga predispõe o trabalhador à diminuição da produtividade e perda de qualidade, acidentes, doenças e aumento da rotatividade de pessoal.
-Divisão do trabalho e especialização do operário
-Desenho de cargos e tarefas: desenhar cargos é especificar o conteúdo de tarefas de uma função, como executar e as relações com os demais cargos existentes.
-Incentivos salariais e prêmios por produtividade
-Condições de trabalho: O conforto do operário e o ambiente físico ganham valor, não porque as pessoas merecessem, mas porque são essenciais para o ganho de produtividade
-Padronização: aplicação de métodos científicos para obter a uniformidade e reduzir os custos
-Supervisão funcional: os operários são supervisionados por supervisores especializados, e não por uma autoridade centralizada.
-Homem econômico: o homem é motivável por recompensas salariais, econômicas e materiais.
A empresa era vista como um sistema fechado, isto é, os indivíduos não recebiam influências externas. O sistema fechado é mecânico, previsível e determinístico.

¨ Fordismo:
Idealizado pelo empresário estadunidense Henry Ford (1863-1947), fundador da Ford Motor Company, o fordismo se caracteriza por ser um método de produção caracterizado pela produção em série, sendo um aperfeiçoamento do taylorismo.
Ford introduziu em suas fábricas as chamadas linhas de montagem, nas quais os veículos a serem produzidos eram colocados em esteiras rolantes e cada operário realizava uma etapa da produção, fazendo com que a produção necessitasse de altos investimentos e grandes instalações. O método de produção fordista permitiu que Ford produzisse mais de 2 milhões de carros por ano, durante a década de 1920. O veículo pioneiro de Ford no processo de produção fordista foi o mítico Ford Modelo T, mais conhecido no Brasil como "Ford Bigode".
O fordismo, teve seu ápice no período posterior à Segunda Guerra Mundial, nas décadas de 1950 e 1960, que ficaram conhecidas na história do capitalismo como Os Anos Dourados. A crise sofrida pelos Estados Unidos na década de 1970 foi considerada uma crise do próprio modelo, que apresentava queda da produtividade e das margens de lucros. A partir da década de 1980, esboçou-se nos países industrializados um novo padrão de desenvolvimento denominado pós-fordismo ou modelo flexível (toyotismo), baseado na tecnologia da informação.
Princípios fordista:
Intensificação;
Produtividade;
Economicidade.

¨ Toyotismo
O toyotismo é um modo de organização da produção capitalista que se desenvolveu a partir da globalização do capitalismo na década de 1980. Surgiu no Japão após a II Guerra Mundial, mas só a partir da crise capitalista da década de 1970 é que foi caracterizado como filosofia orgânica da produção industrial (modelo japonês), adquirindo uma projeção global.
O Japão foi o berço da automação flexível pois apresentava um cenário diferente do dos Estados Unidos e da Europa: um pequeno mercado consumidor, capital e matéria-prima escassos, e grande disponibilidade de mão-de-obra não-especializada, impossibilitavam a solução taylorista-fordista de produção em massa. A resposta foi o aumento na produtividade na fabricação de pequenas quantidades de numerosos modelos de produtos, voltados para o mercado externo, de modo a gerar divisas tanto para a obtenção de matérias-primas e alimentos, quanto para importar os equipamentos e bens de capital necessários para a sua reconstrução pós-guerra e para o desenvolvimento da própria industrialização. O sistema pode ser teoricamente caracterizado por quatro aspectos:
-mecanização flexível, uma dinâmica oposta à rígida automação fordista decorrente da inexistência de escalas que viabilizassem a rigidez.
-processo de multifuncionalização de sua mão-de-obra, uma vez que por se basear na mecanização flexível e na produção para mercados muito segmentados, a mão-de-obra não podia ser especializada em funções únicas e restritas como a fordista. Para atingir esse objetivo os japoneses investiram na educação e qualificação de seu povo e o toyotismo, em lugar de avançar na tradicional divisão do trabalho, seguiu também um caminho inverso, incentivando uma atuação voltada para o enriquecimento do trabalho.
-implantação de sistemas de controle de qualidade total, onde através da promoção de palestras de grandes especialistas norte-americanos, difundiu-se um aprimoramento do modelo norte-americano, onde, ao se trabalhar com pequenos lotes e com matérias-primas muito caras, os japoneses de fato buscaram a qualidade total. Se, no sistema fordista de produção em massa, a qualidade era assegurada através de controles amostrais em apenas pontos do processo produtivo, no toyotismo, o controle de qualidade se desenvolve por meio de todos os trabalhadores em todos os pontos do processo produtivo.

-sistema just in time que se caracteriza pela minimização dos estoques necessários à produção de um extenso leque de produtos, com um planejamento de produção dinâmico. Como indicado pelo próprio nome, o objetivo final seria produzir um bem no exato momento em que é demandado.
O Japão desenvolveu um elevado padrão de qualidade que permitiu a sua inserção nos lucrativos mercados dos países centrais e, ao buscar a produtividade com a manutenção da flexibilidade, o toyotismo se complementava naturalmente com a automação flexível.
A partir de meados da década de 1970, as empresas toyotistas assumiriam a supremacia produtiva e econômica, principalmente pela sua sistemática produtiva que consistia em produzir bens pequenos, que consumissem pouca energia e matéria-prima, ao contrário do padrão norte-americano. Com o choque do petróleo e a conseqüente queda no padrão de consumo, os países passaram a demandar uma série de produtos que não tinham capacidade, e, a princípio, nem interesse em produzir, o que favoreceu o cenário para as empresas japonesas toyotistas. A razão para esse fato é que devido à crise, o aumento da produtividade, embora continuasse importante, perdeu espaço para fatores tais como a qualidade e a diversidade de produtos para melhor atendimento dos consumidores.

CONCLUSÃO
Para produzir os bens de consumo e de serviço de que necessitamos, os homens estabelecem relações uns entre os outros. As relações que se estabelecem entre os homens na produção, na troca e na distribuição dos bens são as relações de produção.
Nos últimos anos temos visto uma revolução tecnológica crescente e que tem trazido novos direcionamentos econômicos, culturais, sociais e educacionais à sociedade. A acelerada transformação nos meios e nos modos de produção, causada pela revolução tecnológica focaliza uma nova era da humanidade onde as relações econômicas entre as pessoas e entre os países e a natureza do trabalho sofrem enormes transformações.